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26 outubro 2007

EDUCAÇÂO

Escolas devem ter intérpretes de língua dos sinais As escolas deverão incluir em seus quadros de funcionários professores especializados na tradução e interpretação da Língua Brasileira dos Sinais (Libras), atendendo a uma recomendação do Ministério Público. A recomendação foi enviada a todas as prefeituras municipais, sindicato dos estabelecimentos privados, além da Secretaria de Estado da Educação. Caso a medida não seja adotada, o Ministério Público pode entrar com ação civil para o cumprimento da determinação. Segundo o promotor Alexandre Herculano Abreu, a medida foi tomada diante da existência da legislação que obriga as instituições a atenderem aos alunos que apresentam deficiência auditiva. O decreto federal nº 5.626/2005 estipula o dever de estabelecimentos públicos e privados dos sistemas de ensino federal, estadual e municipal de proporcionarem aos alunos surdos os serviços de tradutor e intérprete da língua dos sinais. Uma outra portaria, editada em 2003 pelo MEC, obriga a manutenção de profissionais de Libras também em universidades. A mesma regulamentação condiciona a presença de um professor como um dos requisitos para o reconhecimento da instituição. "Existe a necessidade da implementação da Libras nos cursos de formação do ser humano", destaca Herculano. "O deficiente auditivo sempre estará incluso na massa social". O promotor também destaca que essa forma de comunicação é regulamentada no Brasil pela Lei Federal nº 10.436/2002. A medida foi considerada "coerente" pela Secretaria de Estado da Educação. De acordo com o diretor de educação básica, Antônio Elízio Pazetto, a disponibilização de professores de Libras é um direito do estudante. "Na medida em que a educação é um direito universal e ao mesmo tempo individual, o estado se sente na obrigação de atender aos alunos", destaca. "Todo e qualquer recurso precisa ser disponibilizado para o atendimento dessas pessoas, até para evitarmos dificuldades de aprendizagem e uma possível evasão escolar da pessoa com deficiência". Pazetto afirma que o governo tem investido na aquisição de equipamentos e na contratação de professores tradutores, mas reconhece que nem todas as regiões de Santa Catarina foram atendidas até o momento. "Os alunos têm que cobrar o direito e ter um pouco de paciência", disse. "Não atendemos ainda a todos que necessitam, mas iremos ampliar os recursos dessa área". A Língua Brasileira de Sinais é a língua materna dos surdos e pode ser aprendida como qualquer outro idioma. Ela utiliza sinais com as mãos, além da expressão facial e corporal. Estatísticas indicam que 1,5% da população brasileira têm algum tipo de deficiência auditiva, variando em graus entre a surdez leve até a surdez profunda.

16 outubro 2007

INCLUSÃO

Benefícios da educação inclusiva Estudantes com deficiência • Desenvolvem a apreciação pela diversidade individual • Adquirem experiência direta com a variação natural das capacidades humanas • Demonstram crescente responsabilidade e aprimoram a aprendizagem • Ficam mais bem preparados para a vida adulta em uma sociedade diversificada, por meio da educação em salas de aula diversificadas Estudantes sem deficiência • Têm acesso a uma gama mais ampla de modelos de papel social, atividades de aprendizagem e redes sociais • Desenvolvem, em escala crescente, o conforto, a confiança e a compreensão da diversidade individual deles e de outras pessoas • Demonstram crescente responsabilidade e aprimoram a aprendizagem • Ficam mais bem preparados para a vida adulta em uma sociedade diversificada, por meio da educação em salas de aula diversificadas • Beneficiam-se da aprendizagem sob condições instrucionais diversificadas Dicas básicas para a escola Deficiência motora - No acesso à sala de aula, assinale todo o percurso preparado para esse aluno e ensine às pessoas a respeitarem essas adaptações. Aconselhe o aluno a conhecer o ambiente antes do início das aulas. - É importante que a sala de aula seja no térreo ou que a escola possua rampas. Se isso não for possível, é necessário um corrimão de cada lado em todas as escadas. - Nos banheiros, as portas devem ser largas o suficiente para as manobras das cadeiras de roda e possuir um símbolo de acesso para os portadores de deficiência. Além disso, os puxadores da porta devem ser colocados em uma altura adequada. - As mesas e cadeiras devem proporcionar uma posição confortável e o equilíbrio necessário para a segurança do aluno. - Responder as perguntas de uma maneira honesta ou, se for o caso, dizer que não sabe. Recorrer aos gestos e à mímica se houver dificuldade de entendimento na comunicação oral. ======= Deficiência auditiva - Colocar o aluno em uma posição que lhe permita seguir facilmente aquilo que se passa, como na 2ª fila. - Explique o conteúdo da matéria com imagens e certifique-se de que está bem de frente para o aluno. Não grite, fale devagar e naturalmente. - Aceite todas as linguagens gestuais e não estranhe a pobreza de vocabulário. - Proporcione as mesmas atividades escolares e recreativas igualmente para todas as crianças. Deficiência visual - Caminhar em linha reta, até que ele consiga fazer o trajeto sozinho. Deixe-o seguir o seu ritmo e ofereça seu braço. Nas passagens estreitas onde cabe apenas uma pessoa, siga adiante e diga a ele o que se passa. - Dê uma volta completa na sala para que ele entenda a disposição dos móveis e do quadro. São informações úteis ao aluno os percursos de toda a escola, incluindo as curvas, as inclinações, as subidas e as descidas, as correntes de ar. Se houver alguma mudança na sala de aula, ponha-o ciente de tudo. - Avise-o onde começa e onde termina uma escada. Para mostrar-lhe uma cadeira, coloque duas mãos nas costas da mesma. O aluno deve ter uma posição confortável para ficar. - Se o aluno precisar ir ao banheiro, mostre-lhe onde fica o vaso sanitário, o papel, a pia. Leia alto aquilo que escrever no quadro negro para que o aluno consiga acompanhar o raciocínio. - Se puder usar ilustrações em alto relevo, três dimensões, use-as para que ele possa observar pelo tato. - É importante não esquecer que a leitura em Braille é mais lenta do que a comum. Às vezes esses alunos carecem de lupa e ampliações e as letras devem ser feitas mais espaçadas e maiores. - "Ali", "aqui" não são expressões esclarecedoras para os portadores de deficiência visual. É necessário dizer com precisão os lugares como: "atrás de você" ou "à sua frente". - Sempre que se dirigir a ele, diga seu nome e quando for embora, despeça-se. Se entrar alguém estranho na turma, coloque-o a par. ======= ´- Descreva sempre o que pretende que ela faça. Na hora da refeição, diga-lhe o que vai comer. - Organize jogos como cabra-cega para que as outras crianças consigam perceber as dificuldades enfrentadas pelo colega. Deficiência mental - Acredite que ele tem potencial para aprender e que a escola pode beneficiá-lo. Facilite sua integração e estimule-o a cooperar, mas dê mais tempo para cada atividade, é necessário um ritmo adequado a ele. - São importantes a música, os trabalhos manuais, a educação física, a expressão plástica e as atividades diárias. Promova amplos contatos da turma. - O contato com a família é fundamental. Estimule sua independência e proporcione um sentimento de integridade e autonomia. Epilepsia - Mantenha a calma durante uma crise, observe o que se passa para depois relatar à família ou ao médico, retirar obstáculos que podem machucar o epilético, afrouxar a gola ou o cinto para facilitar a respiração, colocar entre os dentes um lenço dobrado para que evite morder a língua, explicar a seus alunos que alguns hábitos como forçar a abrir as mãos, puxar a língua, dar água, são perigosos e prejudiciais, chamar uma ambulância se a crise demorar mais de 15 minutos. Hemofilia - Exercer uma vigilância mais constante a seus alunos. Na maioria dos casos, o hemofílico não pode participar das aulas de educação física, mas podem praticar atividades físicas desde que não haja riscos de contusões. A criança deve portar o Cartão do Hemofílico com as indicações necessárias para a família e para os médicos em caso de acidente. Fontes: Revista Educarede e Coordenaria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência

EDUCAÇÃO

A REALIDADE DA EDUCAÇÃO EM NOSSO PAÍS. Se fizermos um balanço geral da Educação Brasileira nestes últimos tempos, perceberemos avanços notáveis. A escola que já foi mecanismo de exclusão social, hoje é considerada direito de todos e obrigação legal do estado. As taxas de analfabetismo, altíssimas até poucas décadas atrás foram sensivelmente reduzidas. O ensino superior, embora seja em muitos casos o privilégio de uma elite, criou e procura manter mecanismos de controle da exclusão social. Se hoje o analfabetismo é menor, também não podemos ignorar que o mundo se tornou mais complexo e que, em muitos aspéctos, ainda continuamos " ANALFABETOS " como é o caso da informática, por exemplo, a qual tão poucos ainda tem acesso. O conhecimento da história da Educação de nosso país nos ajuda a entender o que já se fez e vislumbrar o que ainda há pra ser feito. Não nos cabe prever o futuro, pois historiadores e educadores são críticos e não profetas. Mas o conhecimento da realidade educacional, uma realidade que se realiza no tempo e na história, certamente pode nos ajudar a imprimir uma marca importante nesse processo.