"A ESCOLA NÃO É ESTÁTICA NEM INTOCÁVEL. A FORMA QUE ELA ASSUME EM CADA MOMENTO É SEMPRE O RESULTADO PRECÁRIO E PROVISÓRIO DE UM MOVIMENTO PERMANENTE DE TRANSFORMAÇÃO,IMPULSIONADO POR TENSÕES,CONFLITOS, ESPERANÇAS E PROPOSTAS ALTENATIVAS".
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05 novembro 2007
HOMENAGEM AO DIA DAS MÃES (TEATRO)
Homenagem ao dia das Mães - Texto de Teatro
Dia das Mães
de Emílio Carlos
(As criança entram. Cada criança faz uma fala. Outra opção é todas falaram juntas. Enquanto falam elas fazem gestos de mímica que ilustrem o que elas estão falando).
(Música: dedilhado de guitarra/violão. Ou então de teclado.)
Quando eu era bem pequeno
Ainda era neném
Eu morava dentro da sua barriga
E queria muito lhe conhecer
Eu ficava pensando
Como será que você era
Se era magra ou fofinha
Se era azul ou amarela
Você me dava carinho
Você me dava atenção
Passava a mão na barriga
E aquilo era muito bom
Eu vivia andando por aí
Com você pra todo lugar
Porque você é muito dinâmica
Não é de sentar e parar
O esquisito era quando
Aquele médico passava um gelzinho
E queria, curioso,
Ficar olhando meu rostinho
Nessa hora eu tinha vergonha
E até virava de lado
- Ei dá licença, olha pra lá
Não vê que eu estou pelado?
O tempo passou e eu
Fui ficando maiorzinho
E aí dentro, que era tão gostoso,
Começou a ficar apertadinho
Então eu fiquei sabendo
Que era hora de nascer
Fiquei naquela dúvida
Mas eu queria te ver
Papai do Céu tinha falado
Que um anjo eu ia ter
Mas esqueceu de dizer
Que esse anjo era você.
(Nessa hora as crianças entregam botões de rosa para as mães que estão sentadas na frente, e para as outras mães. Música em homenagem às mães.)
O SUPER- BETERRABA
Emilio
O Super-Beterraba
Tudo parecia tranqüilo naquela manhã de quinta-feira na cidade dos Vegetais.
Seu Cenoura cuidava de suas cenourinhas, enquanto a dona couve reclamava do calor. Os tomates tomavam banho de sol e o Zé Espantalho espantava alguns pardais que queriam comer sementes de rabanete que acabavam de ser plantadas.
Dona beterraba já ia preparar o lanche com muita água fresca e pediu ao Beterraba para se sentar. Mas nesse momento a luz vermelha piscou e o alarme tocou na casa dos Beterrabas.
Sem perder tempo o Beterraba foi até a sala e apertou um botão na fruteira. O que parecia uma estante de livros era na verdade a entrada secreta da sala de controles-beterraba, cheia de TVs, computadores e aparelhos por todos os lados.
Os sensores dos Beterraba tinham detectado uma emergência. O já conhecido Daniel, um menino humano que odiava legumes, tinha feito mais uma das suas. Para não ter que comer as cenouras do almoço jogou seu prato no chão e fez beicinho:
- Eu não vou comer, mãe.
A mãe do Daniel não sabia se catava os restos de comida e os cacos do prato do chão ou se catava o Daniel. Na dúvida foi buscar a vassoura.
- Eu só quero salgadinho! – disse o Daniel fechando a cara.
Ao ver aquela cena o Beterraba ficou estarrecido. Como pode alguém não gostar de cenouras? Logo elas que tem uma cor tão bonita?
- O que foi dessa vez? – perguntou Dona Beterraba.
- O Daniel, mãe. – respondeu o Beterraba inconformado.
- Ah... – suspirou Dona Beterraba – É sempre o Daniel.
Rapidamente o Beterraba entrou no seu Reformatador Molecular. Fechou a porta de vidro e apertou o botão vermelho. Imediatamente um raio energético atingiu em cheio o Beterraba transformando-o no Super-Beterraba.
Vestido com sua roupa de super-herói o Super-Beterraba saiu voando pela porta enquanto a Dona Beterraba lhe acenava dando “tchau e boa sorte”. 15 fev Emilio
Mas o Super-Beterraba ia precisar de muito mais do que sorte. Sabia que só conversa não convenceria Daniel a comer as cenouras do almoço. Entretanto o super-herói estava preparado – ou pelo menos achava que estava.
Na casa de Daniel a mãe tinha acabado de limpar o chão.
- Eu vou fazer outro prato! E dessa vez você vai comer! – disse a mãe do Daniel com a maior cara de brava deste mundo.
Mas isso não convenceu o Daniel, que deu com os ombros assim que sua mãe virou as costas e foi para a cozinha.
Enquanto voava a uma velocidade super-sônica o Super-Beterraba assistia tudo pelo seu super-relógio de pulso. Voando o mais rápido que seus poderes permitiam o Super-Beterraba entrou pela janela e pousou na mesa na frente de Daniel.
- Oi – disse o Super-Beterraba.
- Ai! – exclamou Daniel que se assustou. – Que... quem é você?
- Eu sou o Super-Beterraba e vim bater um papinho com você.
Daniel não podia acreditar nos seus olhos:
- Você é um robô, um boneco ou o que?
- Já disse: eu sou o super-Beterraba e vim falar com você.
Daniel olhou em volta procurando cordões, mas não achou nada.
- Onde estão os cordões de boneco?
- Eu não sou um marionete. Sou um super-herói que veio aqui para salvá-lo.
- Ah é: então destrói o prato de cenouras que a minha mãe vai trazer daqui a pouco. – disse Daniel.
- Mas é justamente o contrário, rapaz. Cenouras só fazem bem pra saúde. É bom para o seu organismo. Você precisa comer legumes todos os dias – explicou o Super-Beterraba. 15 fev Emilio
Mas Daniel continuava irredutível. E olhou para o herói com seu sorrisinho sarcástico, dizendo:
- Imaginem só. Eu ouvindo conselhos de um pepino com cara de herói.
- É beterraba, entendeu! Beterraba!
- Eu não vou comer e pronto!
Super-Beterraba suspirou. Sabia que papo não adiantaria.
- Sendo assim você não me deixa outra escolha – disse o herói.
- O que? Você vai chamar seu amigos legumes agora pra me atacar? A berinjela, o repolho e o abacate – ironizou o menino.
- Abacate não é legume! – se irritou o herói.
- Mas laranja é, não é? – disse o menino rindo da cara do herói.
- Não!! – gritou o Super-Beterraba – É fruta!
- E você é o que? Uma cebola? Rá, rá, rá!
Daniel não se agüentava de tanto rir. Mas o Super-Beterraba estava vermelho de raiva. Sacou de sua pistola de raios hipnóticos Z e disparou. No mesmo instante o menino parou de rir e ficou totalmente sem ação.
- Você gosta de cenouras... – disse o Super-Beterraba.
- Eu gosto de cenouras... – repetiu o menino.
- Você gosta de cenouras e de todos os legumes...
- Sim – concordou o menino.
- Agora eu vou desligar a pistola e você não vai se lembrar que eu estive aqui.
O Super-Beterraba desligou a pistola e voou até a janela. Nesse mesmo instante a mãe do Daniel chegou com o novo prato de comida.
- Se você não comer tudo dessa vez você vai ficar de castigo, mocinho.
Daniel, que já se recobrava dos raios hipnóticos, ao ver o prato exclamou:
- Cenoura! Que legal!
- O que? – disse a mãe estranhando aquele comportamento e achando que o Daniel ia aprontar alguma.
Mas o menino pegou o garfo e comeu a cenoura com gosto.
- Amanhã você me faz uma salada de legumes? – perguntou Daniel.
- Claro filho. Claro – respondeu a mãe, contente da vida.
Da janela o Super-Beterraba sorriu. Mais um menino bem alimentado. E pensando assim voltou para casa com sua velocidade super-sônica pra tomar aquela água fresca, até que outra emergência o chame. 15 fev Emilio
História narrada
Se você quiser ouvir essa história narrada e dramatizada pelo autor entre em:
http://www.1papacaio.com.br/modules.php?name=Sections&op=viewarticle&artid=318
Depois clique no desenho do alto-falante, que aparece no lado direito da tela.
A HORA DO BANHO
Emilio
História - HORA DO BANHO
Todo dia no final da tarde a mãe do Alfredo dizia assim:
- Alfredo: hora do banho.
Na hora o Alfredo respondia:
- Primeiro o Julinho.
Julinho, que era o irmão de Alfredo, dizia na hora:
- Não primeiro o Alfredo.
E começava a discussão pra ver quem ia tomar banho primeiro. A mãe precisava intervir todo dia e decidir quem ia primeiro.
Nesse dia a mãe mandou o Alfredo ir primeiro. E o Alfredo não gostou. Entrou no banheiro com uma má vontade... E foi tirando a roupa lentamente. Muito lentamente. Brincava com a roupa, fazia caretas no espelho, dançava com a roupa na mão, de pé no chão frio. E o banho que é bom nada.
A mãe do Alfredo começou a desconfiar que tinha algo errado. “Esse menino nem ligou o chuveiro ainda...”, pensou ela.
- Alfredo: toma logo esse banho, meu filho. Está ficando frio e você vai se resfriar – disse ela.
- Ta bom mãe – respondeu Alfredo lá de dentro do banheiro.
Alfredo ligou o chuveiro. Mas não entrou embaixo da água não. Ficou fazendo dança da chuva dentro do banheiro. Depois foi ver como seus dentes eram legais no espelho. Depois resolveu brincar de homem das selvas no banheiro.
Aquilo estava demorando muito e a mãe resolveu ir ver o que estava acontecendo. Quando abriu a porta do banheiro viu Alfredo lutando contra a água do chuveiro:
- Tome isso ser do espaço: iáááá!
- O que é isso Alfredo?
Alfredo ficou branco! A mãe pegou-o na hora em que ele deu um golpe de Karatê na água que caía do chuveiro. Fez aquela cara de bolacha e ainda tentou se explicar:
- É que a água estava me provocando...
- Pare de brincar e tome logo seu banho, meu filho. Você está desperdiçando água e energia elétrica, Alfredo. É o mesmo que jogar dinheiro fora pelo ralo – explicou a mãe.
- Ta bom – disse o Alfredo assim com cara de picolé.
Foi só a mãe fechar a porta do banheiro e o Alfredo pensou:
- Dinheiro pelo ralo? Deve ter sido o terrível pirata perna-de-pau que escondeu o dinheiro aqui! E no esgoto, que é o seu lugar. 2 set Emilio
E se ajoelhou no chão frio do banheiro para olhar dentro do ralo ver se tinha ali algum tesouro escondido. Olhou e olhou e nada.
Daí se sentou no chão do banheiro e começou a remar em seu barco imaginário. O barco entrou num temporal e para fazer as ondas Alfredo pegou uma esponja, molhou na água e jogou por todo lado, molhando a porta, as paredes, enfim todo o banheiro.
O Alfredo já estava gelado. Também tanto tempo sem roupa ali e fora da água quente do chuveiro...
Quando a esponja bateu na prateleira de xampus um vidro de condicionador se espatifou no chão e o barulho foi tão grande que a mãe abriu a porta. E viu o filho pelado sentado naquele chão frio e ainda sem ter tomado banho.
Nessa hora a mãe perdeu a esportiva e disse:
- Agora você vai ver Alfredo!
O Alfredo até se encolheu de medo. Mas não adiantou nada.
- Desculpe mãe! – suplicou o menino.
- Venha aqui! – disse a mãe com aquela voz que não deixava dúvidas que a coisa agora tinha ficado feia.
O Alfredo entrou debaixo d’agua e a mãe começou a esfrega-lo com a esponja.
- Ô mãe! Eu não sou mais bebê! – reclamou ele.
- Mas parece – respondeu a mãe esfregando suas costas.
- Ô mãe... a... a... atchim!
Alfredo começou a espirrar. Seu nariz começou a arder.
A mãe mais que depressa enxugou Alfredo com a toalha. E pra ter certeza que ele não ia demorar vestiu o Alfredo.
De noite o Alfredo espirrou várias vezes. No dia seguinte seu nariz estava escorrendo. E á tarde ele já estava com tosse.
A mãe levou Alfredo ao médico. E lá o Dr. Teixeira deu aquele sabão no Alfredo:
- Eu vou receitar esses remédios. Mas não é pra ficar peladão no banheiro tomando frio ao invés de tomar banho, hein Alfredo?
Puxa, que furo! E o Alfredo ficou ali ouvindo o sermão do médico com sua cara de bolacha.
Depois disso o Alfredo mudou. Sempre entrava no banheiro e tomava banho direitinho, sem demorar. Tomou os remédios do médico direitinho e sarou. Na escola passou a dar conselhos:
- Demorar no banho é como jogar dinheiro fora pelo ralo. 2 set Emilio
E os amigos ficavam espantados:
- Óóóóóó
O MONSTRO DA PIZZA
Emilio
O Monstro da Pizza
Era uma tarde como outra qualquer. Ou pelo menos parecia.
Dona Marlene ajudou seus dois filhos a fazerem as tarefas da escola. Depois eles tomaram o lanche da tarde. Então dona Marlene disse assim:
- Vou ali na cabeleireira e já volto. Quero que vocês fiquem aqui brincando. Vocês vão se comportar?
- Sim mamãe – responderam em coro Tampinha e Batatinha.
- Ah: e quando eu voltar vou fazer uma pizza – disse a mãe.
- Oba! – exclamaram as crianças.
Tampinha então foi ver o seu programa favorito na TV: As Aventuras do Capitão Nojeira. E Batatinha foi brincar com suas bonecas. Quando viu estava brincando de fazer pizza. E pensou:
- Hei: por que não fazer uma pizza de verdade?
Batatinha já tinha visto sua mãe fazer pizza tantas vezes que achava que podia fazer uma também.
- Por que esperar se eu posso fazer uma pizza agora?
E assim Batatinha foi até a cozinha, vestiu um avental, pegou uma tigela da dona Marlene e se sentiu muito crescida.
Primeiro pegou o trigo e virou o pote todo dentro da tigela. Depois colocou dois copos de óleo de soja. Depois colocou uma dúzia de ovos com casca e tudo dentro da tigela. Daí se lembrou que a mãe também usava sal e açúcar pra equilibrar a massa. Por isso pôs uma caneca de açúcar e um copo de sal na tigela.
Mas parecia que ainda estavam faltando ingredientes.
- Bem: pelo que eu me lembro a mamãe põe um pouco de tudo que tem aqui na cozinha...
E assim dizendo Batatinha foi abrindo as portas dos armários da cozinha e foi colocando tudo que encontrou: um pouco de canela, um vidro de pimenta, um vidro de mostarda, outro vidro de catchoup.
Depois abriu a geladeira, pegou dois tomates e cortou em rodelas. Pegou também toda a mussarela que estava numa vasilha e jogou no meio da massa. Misturou presunto, maionese e uma lata inteira de fermento. 11 mar Emilio
Dona Marlene sempre dizia que tinha um segredo pra massa ficar assim tão gostosa e eletrizante. Batatinha não se lembrava qual era o segredo. Então abriu um outro armário e pegou: pilhas, pasta de dente e cola. E jogou tudo dentro da massa.
Ligou a batedeira e bateu um pouco tudo aquilo. A mãe sempre colocava a massa no forno do fogão. Mas Batatinha pensou:
- Hum... Por que demorar tanto se eu posso ser mais rápida? Vou colocar tudo no forno microondas!
Dito e feito: esparramou aquela estranha massa numa forma de pizza, pôs no forno microondas e ligou na potência máxima.
- Só vai demorar um minutinho – disse ela feliz da vida.
Foi quando o Tampinha chamou:
- Batatinha: vem cá ver o que o Capitão Nojeira está fazendo.
- Já vou! – respondeu ela tirando o avental e correndo para a sala de TV. 11 mar Emilio
Enquanto isso a estranha massa de Batatinha crescia no forno. Crescia. E crescia. A mistura foi crescendo tanto que encheu todo o forno microondas. Logo a porta do forno não agüentou mais e se abriu. E a massa continuou a crescer escorrendo para o chão, até que o microondas se desligou.
De repente Tampinha e Batatinha ouviram um estrondo vindo da cozinha.
- O que você estava fazendo? – perguntou Tampinha.
- Nada. Só cozinhando – respondeu inocente Batatinha.
Os dois correram até a cozinha. E quando chegaram lá viram a cena mais terrível de suas vidas: a cozinha estava toda suja de massa de pizza. Numa das paredes havia um buraco enorme que parecia exatamente a silhueta de um...
- MONSTRO!!! – gritaram os dois irmãos apavorados.
Olharam para fora da casa e um rastro de massa de pizza saia do quintal em direção à rua.
Os dois irmãos pegaram suas bicicletas e saíram correndo seguindo as pegadas da massa de pizza. De repente viram à sua frente um terrível monstro de massa de pizza, com seus olhos de tomate, sua boca de pilha alcalina e seu formato disforme de massa mal cozida.
- Da próxima vez que você for cozinhar me avise que eu saio junto com a mamãe – disse Tampinha.
- Engraçadinho – retrucou Batatinha.
O monstro se dirigiu até a pizzaria do bairro. Os funcionários da pizzaria mal podiam crer nos seus olhos e trataram de fugir dali. Foi sorte porque o monstro arrancou o telhado da pizzaria e começou a comer. Primeiro atacou todas as massas de pizzas e os recheios. E quando isso acabou começou a comer as cadeiras da pizzaria. 11 mar Emilio
Junto gente do bairro inteiro pra ver o monstro. E todos olhavam apavorados para aquele apetite voraz do monstro com cheiro de orégano.
Tampinha pegou uma pedra, a maior que encontrou, e atirou contra o monstro com seu estilingue. A pedra entrou dentro daquela massa e ficou. E o monstro nem sentiu.
Diante disso Tampinha sacou de mini-computador de bolso.
- Ei! Não é hora de jogar joguinho! – esbravejou Batatinha.
- Nada disso. Eu vou é fazer cálculos. – respondeu Tampinha.
Colocando seu computador pra funcionar Tampinha descobriu que a combinação dos ingredientes que Batatinha colocou mais a radiação do microondas na potência máxima criaram o monstro.
Enquanto isso o monstro da pizza comia as mesas da pizzaria. Mas passou direto por uma caixa cheia de detergente.
- É isso! – exclamou Tampinha.
- O que? – quis saber Batatinha.
- Quando a mamãe quer limpar a sujeira o que é que ela usa? 11 mar Emilio
- DETERGENTE! – disseram os dois juntos.
Então pegaram suas bicicletas, foram até o mercadinho e pegaram 2 caixas de detergente.
- Depois eu pago, seu Zé! – disse Tampinha montando em sua bicicleta.
Os dois irmãos sabiam que agora dependia deles. Porque o monstro da pizza estava acabando de comer a última mesa e já procurava outro alvo para atacar. Então pegaram seus estilingues e começaram a disparar vidros de detergente contra o monstro.
Dessa vez o monstro sentiu e se virou contra eles.
- Mais rápido, Batatinha! – disse Tampinha disparando mais detergente.
Eles já tinham usado uma caixa de detergente e parecia que não estava surtindo efeito.
- Tem certeza que seus cálculos está certos?
- Claro Batatinha. O monstro já devia estar derretendo.
O monstro começou a se movimentar na direção dos dois. Era óbvio que ele queria jantar os dois irmãos e a bicicleta de sobremesa.
Tampinha e Batatinha continuavam atirando detergente contra o monstro. Então de repente ele começou a diminuir. E diminuir. E diminuir.
- Está dando certo, Tampinha!
- Continua Batatinha!
O detergente estava destruindo a estrutura molecular do monstro da pizza. Ele derreteu e derreteu, mas ainda continuava se aproximando de Tampinha e Batatinha. Sobravam apenas 2 vidros de detergente.
- Tem que ser agora! – gritou Tampinha.
E os dois dispararam os últimos detergentes contra a boca do monstro, que acabou de derreter. Seus olhos de tomate então caíram um na cabeça do Tampinha e outro na cabeça da Batatinha.
- Argh! Que meleca! – disse Batatinha.
- Legal! Me sinto o Capitão Nojeira! – disse Tampinha. 11 mar Emilio
Tampinha e Batatinha ganharam uma salva de palmas da multidão, aliviada com o fim do monstro. O dono da pizzaria tinha seguro contra monstro e por isso não se desesperou com os prejuízos. Ao contrário, lançou uma promoção chamada kit-monstro: você comprava uma pizza e ganhava junto um bonequinho do monstro.
A TV veio entrevistar os dois.
Enquanto isso dona Marlene chegava em casa e via a situação de calamidade em que sua cozinha se encontrava. Levou muito tempo para os dois explicarem a ela o que tinha acontecido. E ela só acreditou quando viu a matéria no jornal da TV, junto com o pai, seu Marcelo.
O pai e a mãe decidiram que a Batatinha precisava de um castigo, pra aprender anão mexer mais na cozinha sem ordem da mãe. E proibiram Batatinha de entrar na cozinha por um mês.
MINHOQUILDA E A GALINHA CO-CÓ
Emilio
História - MINHOQUILDA E A GALINHA CO-CÓ
MINHOQUILDA E A GALINHA CO-CÓ
Era uma vez uma minhoca chamada Minhoquilda.
Morava desse lado do morro na casa de seus pais: seu Minhoco e dona Minhoca.
Minhoquilda tinha um irmão – o Minhocaldo – e os dois gostavam muito de brincar juntos.
Toda manhã seu Minhoco saia para escavar a terra. Dona Minhoca cuidava da casa e às vezes ia até o mercadinho das minhocas, comprar algumas coisinhas.
Do outro lado do morro morava a galinha Co-có. Ela vivia ciscando por aí, cutucando o chão em busca de alguma coisa para comer. Gostava de comer milho e insetos. Mas seu prato preferido era... minhocas.
Naquele dia a galinha Co-có já tinha vasculhado todo o lado de lá do morro. E não tinha achado uma única minhoca. Na verdade elas fugiram pro lado de cá do morro, com medo da galinha.
A galinha Co-có então foi subindo o morro, subindo o morro, e de repente chegou lá no alto. E viu a casa da Minhoquilda. Viu mais ainda: dona Minhoca saindo de casa e dizendo:
- Eu vou ao mercadinho, crianças. Fiquem aí dentro de casa até eu voltar.
- Sim, mamãe – responderam Minhoquilda e Minhocaldo.
Nesse instante a Co-có teve uma idéia: papar os dois irmãos.
Esperou dona Minhoca se afastar, pensando: “Essa eu papo mais tarde”.
E desceu o morro sem fazer muito barulho, pra não assustar Minhoquilda e Minhocaldo.
Foi se aproximando da casa e com seu bico bateu na porta.
- Quem é? – perguntou Minhoquilda.
- Sou eu – respondeu a galinha Co-có.
- Eu quem? – perguntou Minhocaldo.
- Eu – respondeu a galinha. - Abram a porta.
Mas os dois irmãos não abriram. Porque sabiam que não se deve abrir a porta para estranhos.
A galinha Co-có ficou brava. Mas tentou disfarçar o nervosismo dizendo:
- Eu trouxe uns docinhos pra vocês.
A galinha mentia para enganar as minhocas. Mas Minhoquilda e Minhocaldo não caíram na conversa.
- Não podemos abrir. Você é uma estranha e não podemos abrir a porta.
A galinha ficou morta de raiva. Bicou mais forte ainda na porta e disse:
- Abram logo. Aqui fora está muito frio. 9 ago Emilio
Mas as minhocas olharam para a janela e viram o lindo sol brilhando e esquentando tudo. Era mais uma mentira da galinha Co-có.
As minhocas então olharam pelo buraco da fechadura e viram a malvada galinha na porta. Se assustaram e tentaram pensar num jeito de se livrar da galinha, antes que sua mamãe voltasse e a galinha atacasse dona Minhoca.
A única solução encontrada foi usar o rádio-minhoca para chamar o pai.
- Papai! Socorro! Estamos sendo atacados pela galinha Co-có.
Ao ouvir isso seu Minhoco reuniu todos os seus amigos minhoca para salvar sua família. Segurando pás e martelos as minhocas resolveram enfrentar de vez essa galinha que sempre os atacava.
A notícia se espalhou pelos túneis e dentro de pouco tempo centenas de minhocas estavam andando por baixo da terra na direção da casa do seu Minhoco.
Enquanto isso a galinha Co-có perdia a paciência de vez:
- Abram senão eu vou derrubar a casa de vocês!
E dizendo isso deu uma bicada bem forte no telhado. Mas a casa foi construída para resistir aos ataques das galinhas – e por isso nem se mexeu.
Minhoquilda e Minhocaldo riram.
A galinha Co-có então ameaçou:
- Ah é? Pois então eu vou sentar em cima da casa de vocês!
Os dois irmãos ficaram com medo. Por essa eles não esperavam. A casa não resistiria a isso.
E foi nessa hora que um exército de minhocas, liderado pelo seu Minhoco, apareceu da terra cercando a Co-có.
- Vá embora daqui, Co-có! – disse seu Minhoco muito bravo.
A galinha ainda tentou atacar seu Minhoco. Mas todas as minhocas atacaram primeiro - e a única saída da Co-có foi fugir, voltando para o lado de lá do morro.
- E não volte nunca mais! – disse seu Minhoco enquanto a galinha subia o morro apavorada.
Todos gritaram “êêêêê” comemorando. E foi nessa hora que dona Minhoca, voltando do mercadinho, viu aquela multidão e pensou:
- Será que o Minhoco vai fazer uma festa? Se for vamos precisar de mais suco e refrigerante.
Emílio Carlos
emiliodicarlos@yahoo.com.br
A VARINHA MÁGICA
Emilio
História - A VARINHA MÁGICA
A Varinha Mágica
(de Emílio Carlos)
Era uma vez uma bruxinha chamada Lelé que ganhou uma varinha mágica.
Ela estava tão contente, mas tão contente com a varinha, que queria fazer mágicas e mais mágicas. Por isso foi até o campinho onde ela e os amigos brincavam.
Nisso chegou o Sapo Godofredo, amigo da Bruxinha Lelé. A Bruxinha contou a novidade para o sapo, que ficou fascinado. E disse:
- Ô Lelé: me transforma no Super-Sapo, vai!
A Bruxinha Lelé se preparou e fez a mágica:
- Alabam, Alabim e tchu!
Só que a mágica deu errado e o Godofredo se transformou num... cahorro.
- E daí? – perguntou o sapo – Agora eu sou o Super-Sapo?
- Eu prefiro não dizer... – disse a Bruxinha.
Nessa hora chegou Juca, o palhacinho do circo.
- Que legal, Lelé! Cachorrinho novo?
- Cachorrinho! Você me transformou num cachorrinho? – disse o sapo.
- Desculpe. Foi sem querer – respondeu a Bruxinha. – É que eu estou aprendendo a fazer mágicas ainda.
- Eu quero voltar a ser sapo! – disse Godofredo.
- Calma, eu vou tentar – disse a Bruxinha se preparando para fazer uma nova mágica. – Alabam, Alabim e tchu!
Só que na hora da mágica a bruxinha apontou a varinha para o palhacinho, que virou... um sapo vermelho.
- Ei! – exclamou o sapo Godofredo – eu é que queria ser sapo.
- Estou me sentindo meio estranho... – e dizendo isso Juca comeu uma mosca que voava perto dele.
A Bruxinha Lelé tentou acalmar todo mundo:
- Tenham calma que eu já resolvo tudo isso.
Vizinho ao campinho morava um homem mal, que não gostava de crianças. O nome dele era Omar Doso.
- Eu ouvi tudo atrás do muro. Preciso pegar essa varinha mágica. Daí vou ser um bruxo muito poderoso. E dizendo isso Omar Doso riu e riu.
No campinho os amigos reclamavam:
- Eu não quero ser sapo – disse Juca Palhacinho.
- Mas eu quero – disse o Sapo Godofredo.
Foi aí que chegou Frankinho, o inventor da turma. E estranhou o cachorro e o sapo vermelho. 1 out Emilio
Lelé explicou: - Foi essa varinha mágica. Não acertei ainda o jeito de usa-la.
- Vai ver você fez alguma coisa errada, Lelé – disse Frankinho.
- Não, eu fiz direitinho. Quer ver? Alabam, Alabim e tchu!
- Nããããoooo! – gritaram Juca e Godofredo.
Mas era tarde demais. Lelé tinha transformado Frankinho... num burro.
Sem querer Juca e Godofredo começaram a rir.
- Do que vocês estão rindo? – quis saber Frankinho.
- É que você... se transformou... num burro – disse Juca sem conseguir conter o riso.
Frankinho ficou espantado:
- O que? Logo eu, um inventor, transformado num burro?
- Calma gente: eu vou resolver – disse Lelé tentando acalmar os amigos, que cada vez ficavam mais nervosos.
Sem ser visto pela turma Omar Doso se aproximou por trás da Lelé para pegar a varinha.
- Mas afinal qual é a mágica certa? – perguntou Frankinho.
- É essa: Alabam, Alabim e tchu – respondeu Lelé, virando a varinha para trás, justamente na direção do seu Omar que virou... um macaco!
- Ei! O que fizeram comigo? – disse Omar Doso muito nervoso.
- Eu conheço essa voz... – disse a Bruxinha Lelé.
- É do seu Omar! – exclamou Juca desatando a rir.
Seu Omar ficou muito bravo:
- Eu não gostei, viu? Não gostei! – e foi-se embora para a casa dele.
- Espere, seu Omar. Eu posso resolver – disse a Bruxinha Lelé.
Mas era tarde. Seu Omar tinha ido pra casa.
- Lelé: resolve logo isso, vai! – pediu Godofredo.
- Tinha alguma coisa... – disse a Bruxinha pensando – que a minha tia disse... Ah, já sei! Lembrei como desfazer o feitiço. Fiquem todos juntos que eu vou fazer a mágica.
- Dá até medo – disse o Sapo Godofredo.
- Atenção: Alabam, Alabim, e tchu tchu!
Dessa vez a mágica deu certo e todos voltaram ao normal.
- Êêêêê!!!! – gritaram eles.
- Voltamos ao normal – disse Frankinho aliviado.
- Até que foi engraçado! – exclamou Juca Palhacinho.
- É, até que foi. – disse o sapo Godofredo sem convicção.
- Gente, mas... e o seu Omar? – perguntou a Bruxinha. 1 out Emilio
Nessa hora todos olharam para o muro e viram o macaco, quer dizer, Omar Doso em cima do muro com uma banana.
- Espere seu Omar. – disse Lelé indo para perto do muro – Eu sei como desfazer a mágica.
- Nada disso! Deixe eu comer minha banana em paz!
- Mas seu Omar.... – insistiu a Bruxinha.
- Saia daqui. Não tem banana pra você não. – disse seu Omar-caco.
A Bruxinha fingiu que ia embora:
- Ta bom, seu Omar.
Mas rapidamente fez a mágica:
- Alabam, Alabim e tchu tchu!
E nessa hora seu Omar voltou ao normal. E disse:
- Eu quero mais bananaaaas!
(As crianças riem. Fim)
TEATRO
O Natal de Joca e Clarinha
De Emílio Carlos
(Entram Joca e Clarinha)
JOCA – Oi pessoal. Eu disse: oi pessoal!
CLARINHA – Oi pessoal.
JOCA – Gente: eu estou muito feliz hoje!
CLARINHA – Por que, Joca?
JOCA – Porque a gente ta pertinho do... Natal!!!!
CLARINHA – Êba!
JOCA – Eu espero o ano inteiro pelo Natal.
CLARINHA – Eu também.
JOCA – E sabem por que é que eu gosto do natal?
CLARINHA – Por que?
JOCA – Porque a gente ganha... presentes!!!!! Eu até já fiz uma lista, viu?
CLARINHA – Fez lista de presentes?
JOCA – É, claro. Quer ver? Pro papai eu pedi um carrinho. E pra mamãe eu pedi um robô de controle remoto.
CLARINHA – Joca..
JOCA – (sem ouvir) Pro meu tio João eu pedi um carrão. E pro meu padrinho eu pedi um joguinho.
CLARINHA – Joca...
JOCA – Pra minha avó Renata eu pedi um jogo de pirata. E pro meu avô Joca eu pedi uma motoca.
CLARINHA – Jooocaaa!!!!
JOCA – O que foi?
CLARINHA – Terminou?
JOCA – Não. Tem mais um monte de presentes que eu pedi. (ao público) É bom ter parente, né?
CLARINHA – Joca: não é esse o sentido do natal.
JOCA – Como assim?
CLARINHA – O Natal não existe pra ganhar presentes.
JOCA – Mas na televisão eles falam: (imita) “Peça pra mamãe, peça pro papai”...
CLARINHA – Na televisão, né Joca? O que eles não explicam é que o Natal é uma festa de aniversário!
JOCA – Aniversário? Opa, to dentro! De quem é o aniversário?
CLARINHA – Joca: no Natal nasceu Jesus!
JOCA – Nossa, é mesmo. Eu estava me esquecendo...
CLARINHA – Jesus veio ao mundo para nos salvar.
JOCA – E para ensinar a Palavra de Deus.
CLARINHA – Isso mesmo. Então a festa é de Jesus.
JOCA – E o que é que ele vai ganhar?
CLARINHA – Depende. O que é que você vai dar pro menino Jesus?
JOCA – (pensativo) Bom... assim... (desanima) não sei... Do que é que ele gosta?
CLARINHA – Jesus gosta de muitas coisas, Joca.
JOCA – Vai: fala aí que a gente compra e dá pra ele.
CLARINHA – As coisas que Jesus gosta não dá pra comprar, Joca.
JOCA – Não???
CLARINHA – Só dá pra oferecer. Jesus gosta de criança que se comporta, que obedece os pais...
JOCA – To entendendo.
CLARINHA – Jesus gosta que a gente ajude os pobres...
JOCA – Que legal!
CLARINHA – Jesus gosta que a gente ame todas as pessoas como nossos irmãos. Você pode dar esses presentes a ele?
JOCA – Eu posso! Quem pode dar esses presentes a Jesus levante a mão!!!!
CLARINHA – Que legal!
JOCA – Olha, eu tenho uma idéia: na noite de Natal vamos todos rezar. E daí vamos oferecer o nosso coração de presente pra Jesus!!!!
CLARINHA – Êêêêêê!
JOCA – E vamos também repartir o que temos com as crianças pobres. Vamos doar brinquedos e alimentos para quem precisa!
CLARINHA – Assim Jesus vai ficar muito feliz com a gente!
JOCA – Olha Clarinha: vamos cantar uma música para Jesus?
CLARINHA – Vamos lá.
JOCA – Vamos lá, pessoal! Vamos cantar Noite Feliz! Quero ver todo mundo cantando, hein?
(Música: Noite Feliz. Os bonecos cantam junto com todos. Sugestão: podemos ter a participação de um coral infantil ou de músicos)
(Na frente do teatro de bonecos está uma manjedoura. Entram Maria e José. O menino Jesus, enrolado em faixas, está nos braços de Maria, que o coloca na manjedoura. Maria se ajoelha do lado esquerdo da manjedoura – o lado de quem vê do público – e José fica em pé do lado direito)
JOCA – Viva Jesus!
CLARINHA – Viva!
JOCA – Viva Maria!
CLARINHA – Viva!
JOCA – Viva José!
CLARINHA – Viva!
JOCA – Feliz Natal, pessoal!!!!
CLARINHA – Feliz Natal!!!
JOCA – Tchau!
CLARINHA – Tchau!
JOCA – Tchau!
CLARINHA – Tchau!
(Observação: o texto pode também ser encenado por pessoas somente – com um ator fazendo o Joca e uma atriz fazendo a Clarinha. Lembrar que o Joca é do tipo meio atrapalhado e cômico, e a Clarinha é do tipo otimista. Os dois são crianças. Joca tem 6 anos e Clarinha tem 9 anos).
- FELIZ NATAL –
F I M
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