16 outubro 2007

Aula de Reforço UM COMPROMISSO DE TODOS. JUSTIFICATIVA Ser parceiro do aluno nas dificuldades significa ficar atento à maneira como os alunos aprendem, preocupando-se com a forma de corrigir e lidar com o erro. O fundamental é mudar a postura e transformar o erro e as dificuldades em situações de aprendizagem para que todos possam acertar juntos e alcançar os objetivos propostos. O acompanhamento do professor junto aos alunos, deve ser contínuo e diagnosticador, pois é uma espécie de mapeamento que vai identificando as conquistas e as dificuldades dos alunos em seu dia-a-dia. O professor deve tornar-se em um “investigador”, acompanhando o aluno na realização de suas tarefas. O trabalho de reforço, em de encontro à proposta da “Escola Ideal”, ou seja, trabalhar coletivamente, reformulando atividades e construindo novos meios que levem os alunos a se “descobrirem” e a “descobrir” o seu potencial. Sendo responsável pelo desenvolvimento do aluno, o professor busca resgatar a auto-estima do mesmo e transformá-lo num aluno capaz de ter conhecimento e capacidade de aprender. Aos olhos dos alunos, o professor é muito importante, e suas atitudes e sua ajuda vão ajudá-los a construir imagens positivas sobre a proposta de trabalho realizado por eles. OBJETIVOS O trabalho na escola, deve: • Estimular o aluno a localizar os erros; • Permitir ao aluno que compreenda o seu potencial; • Criar condições favoráveis que levem os alunos a aproximar-se mais do conhecimento; • Criar novas técnicas, métodos e procedimentos para trabalhar as atividades, as quais os alunos apresentam dificuldades; • Estimular o aluno a solucionar suas dúvidas, proporcionando um conhecimento amplo sobre o assunto estudado. ESTRATÉGIAS Sabemos e temos a convicção de que o aluno é o “centro do processo educativo” e cabe ao professor ser um agente ativo, mediador entre aluno e conhecimento e também ser responsável pela sua formação e pela sua aprendizagem. O professor deve planejar aulas diversificadas, que estimulem a compreensão do aluno e ao mesmo tempo desperte interesse. Que as aulas sejam dinâmicas, atingindo a dificuldade apresentada e ao mesmo tempo orientadas explorando o ponto negativo apresentado. Fazer um diagnóstico e descobrir o que os alunos aprenderam e o que não aprenderam e como deverá trabalhar com as dificuldades dos alunos. AVALIAÇÃO Mudar a prática de ensinar não significa mudar o funcionamento das atividades escolares. Precisamos adotar meios e métodos que valorizem nosso aluno e ao mesmo tempo buscar trabalhar dentro de um proposta inovadora e consciente, pois encontramos desafios e precisamos preparar os alunos e ao mesmo tempo estarmos preparados para novas mudanças. Nesse processo contínuo, é necessário partilhar as idéias e desenvolver o pensamento, pois “o aluno não nasce pronto”, é necessário que seja lhe seja inserido informações, orientações e ao mesmo tempo, conduzi-lo ao caminho da descoberta, da expectativa. Sabemos que o aluno motivado, aprende com mais facilidade, com mais interesse, e consegue estabelecer relações entre sua vivência e o que acontece ao seu redor. O importante esclarecer é que a aprendizagem vivenciada é duradoura, progressiva, e não podemos ser “os responsáveis” em deixar “lacunas” na aprendizagem dos alunos. Devemos procurar meios e formas adequadas de conduzir o nosso aluno a um crescimento pessoal, intelectual e fazê-lo um “aluno criativo, feliz”, capaz de realizar suas atividades com interesse, bom desempenho e vontade de aprender. Se o professor apresenta vontade, interesse e responsabilidade em recriar e refazer sua proposta de trabalho, com certeza, os alunos responderão com atitudes positivas e ao mesmo tempo, apresentarão resultados satisfatórios. PROJETO ORTOGRAFIA JUSTIFICATIVA O desenvolvimento da ortografia constitui um dos principais desafios para os educadores, quando planejam um programa de aprendizado e desenvolvimento da escrita. “Dominar a ortografia” é uma expressão que significa que os alunos escrevem com precisão e na ordem apropriada. Inclui também o uso dos acentos gráficos, do til, da cedilha, dos sinais auxiliares da grafia – hífen e apóstrofo – e dos sinais de pontuação. Para se conseguir um uso adequado da ortografia é preciso, então, que os alunos sintam o desejo e o interesse de se comunicar por escrito de acordo com propósitos claros e dentro de contextos significativos para eles. O aprendizado da ortografia não deve ser visto como uma disciplina independente dentro do processo de aprendizado da linguagem escrita, mas como um dos aspectos que o caracterizam. Nesse sentido, convém recordar que o princípio básico referente à leitura: “é lendo que se aprende a ler” também é válido para a escrita: “é escrevendo que se aprende a escrever”, portanto o aprendizado da ortografia depende, em grande parte, da prática da escrita e da leitura. É de suma importância que o professor tenha e trabalhe incessantemente com o uso do dicionário, pois através dele muitas dúvidas são solucionadas e o aluno terá acesso à novas palavras e a grafia correta das mesmas. OBJETIVOS • Compreender que a grafia correta melhora a qualidade da expressão escrita; • Estimular a leitura; • Oferecer um apoio para os alunos realizarem um plano de autocorreção individual ou grupal, para que possam analisar seus erros ortográficos; • Empregar atividades lúdicas (cirandas, cantos, rimas). ESTRATÉGIAS Para superar as dificuldades encontradas no estudo da ortografia não implica que o professor dedique demasiadamente seu tempo ao ensino sistemático, trabalhando outras áreas, ele também estará reforçando as funções da linguagem e do pensamento. O professor deve trabalhar com uma variedade de textos, levando o aluno a analisá-los e reconhecer as palavras. Deve trabalhar com: - Anúncios, notícias, entrevistas, reportagens, piadas, etc. (após o estudo e análise o professor deve pedir aos alunos que marquem as palavras que tiveram mais dificuldades na pronúncia e escrita e procurar trabalhar essas palavras em frases, textos e até mesmo procurar seu significado); - Montar um painel com as palavras, das quais os alunos apresentaram dificuldades, reforçando diariamente a pronúncia e a escrita; - Utilizar-se de cartões relâmpagos, destacando a sílaba tônica; - Fornecer aos alunos, fichas com palavras variadas e pedir que pintem a sílaba tônica. Antes porém, deve ser feito a leitura de todas, pronunciando-as com clareza para fixar a sílaba tônica; - Fazer exercícios de denominação da ordem dos elementos de uma seqüência, segundo sua localização: último, penúltimo e antepenúltimo. Peça-lhes que identifiquem o último vagão de um trem, o penúltimo dia da semana, o antepenúltimo mês do ano, a última ilustração de uma história em quadrinhos, etc. Realize a mesma atividade com as sílabas das palavras. - Trabalhar com histórias em quadrinhos, montagem de história em seqüência lógica, etc. OBSERVAÇÃO: Lembre sempre: O professor é o mediador da atividade, então cabe a ele, tomar todo cuidado também com sua escrita e sua pronúncia. É preciso estar seguro e certo de que o que se está ensinando é correto e que o aluno está assimilando. Esse trabalho é contínuo e interdisciplinar, portanto, estamos dando o pontapé inicial, a seqüência do mesmo deverá acontecer durante todo ano letivo. SUGESTÕES DE ATIVIDADES Técnicas para reforçar a ortografia. 1- Monte e remonte: Escreva no quadro ou em folha chamex uma palavra que tenha o menor número de letras repetidas. Estipular um tempo para a duração da atividade e pedir aos alunos para lembrarem e escreverem o maior número de palavras possíveis com as letras dessa palavra, sem repeti-las no mesmo termo encontrado. Obs.: Esta atividade trabalha a rapidez, percepção visual, ortografia e vocabulário. Exemplo: Palavra escolhida: PERNAMBUCO: Palavras encontradas: perna- barco- compra- boca- nabo- banco- copa- ano- reco- rapé- ópera- amor- rebu- comer- peru- perca- bem- não- rena- buraco- mar- muro- pano- pé- cor- pêra- rã- mãe- pena- uno- Nabuco- pau- cobra- Mané- Norma- Carmem. 2- Palavra puxa palavra: Nessa atividade, o professor lança uma palavra e os alunos apresentam outras que se relacionem com a primeira. Exemplo: Palavra escolhida: FOGO. Palavras relacionadas: incêndio- dor- ambulância- feridos- bombeiro- morte- gritos- pânico- tristeza- medo- fogão- comida- queimadura. 3- Memória auditiva: O professor diz uma frase que deve ser repetida e ampliada pelo aluno. Exemplo: Professor: Fui ao zoológico e vi um elefante... Aluno 1: Fui ao zoológico e vi um elefante e um urso... Aluno 2: Fui ao zoológico e vi um elefante, um urso e uma girafa... Dizer duas palavras: O aluno deverá separar a primeira sílaba de cada uma e formar outra: Exemplo: PEdalRAtoPêra FIguraTApeteFita PAnelaNOveloPano Usando a mesma técnica, aumentar o número de palavras, criando dificuldades crescentes. Exemplo: TOalhaPEdraTElaTopete CIgarroGAlhoNAboCigana CAbeloNEvadaTApaCaneta TRIoANtesGUiaLOtoTriângulo AgoraPOSteTInaLAçoApostila CAmaRAmoMUdaJOgoCaramujo 4- Invente e conte: Espalhar sobre as mesmas várias gravuras que retratem ambientes e personagens. Cada aluno deverá selecionar uma delas e criar uma narrativa oral em que a figura sirva de cenário para a história vivida pela personagem da gravura. Chamar a atenção dos alunos para a seqüência lógica dos fatos narrados. 5- Brincando de poeta: O professor oferece aos alunos uma caixa contendo cartões, cada um com uma palavra, sendo que as palavras rimam entre si. Exemplo: pato- mato- gato Coelho- Botelho- joelho Abelha- orelha- ovelha Cada aluno, após ter recebido um dos cartões, deverá procurar entre os colegas aqueles que têm o cartão com uma palavra que rime com a sua. Agrupados por terminação, os alunos escreverão outras palavras que rimem com as que já possuem. 6- De mãos dadas com a poesia. Material: Textos sobre amor, paixão, ou outros sentimentos humanos (Sugestão: Música: Coração de Estudante, de Milton Nascimento), papel, caneta. Ler o texto, ouvir e cantar a música. O professor convida os alunos a analisarem seu coração, dizendo-lhes: • Abra seu coração. • O que você vê dentro dele? • O que sente? • O que lhe incomoda? • O que gostaria de dizer em nome dele? Logo após, passe para o papel o que seu coração gostaria de falar se tivesse voz. O trabalho pode ser ilustrado. 7- Contando histórias: Material: textos de Contos de Fadas e Paródias. (Sugestões: Chapeuzinho Vermelho de raiva, Chapeuzinho Amarelo). Iniciar a atividade perguntando à turma se alguém quer contar um conto de fadas. Se não houver voluntários, começar a história e pedir que os alunos continuem. Pedir aos alunos que relembrem os contos de fadas, atualizando-as. Como seria a história se acontecesse hoje? Naturalmente, introduzindo-se elementos do cotidiano na vida moderna, surge uma nova história. Exemplo: “A casa dos três porquinhos tinha um alarme eletrônico e um visor detectava a aproximação do lobo”. “Os caçadores do lobo, que comeu a vovó, usavam um helicóptero de resgate da polícia para capturá-lo”. 8- Viagem ao espaço infinito da imaginação. Distribuir papel e caneta hidrográfica para a turma e colocar no fundo musical. Pedir aos alunos que coloquem a ponta da caneta sobre o papel e, de olhos fechados, acompanhem o ritmo da música desenhando sobre o papel. Desligar a música e, imediatamente, todos devem parar de desenhar e abrir os olhos para ver o desenho que fizeram. A partir das linhas traçadas, colorindo os espaços vazios, os alunos vão criar um espaço mágico, um novo universo, e nele um novo planeta também. Assim, como o autor do texto, Ziraldo, (Flicts) cada aluno criará seu planeta. Os alunos vão também batizar o planeta com um nome bem sugestivo. Para isso, cada um escreverá cinco letras, sendo pelo menos uma vogal, e cada letra em um pedaço de papel. Cada aluno ficará com uma vogal e as demais letras serão colocadas numa caixa, misturadas, e cada letra um deverá retirar dela quatro novas letras. De posse das letras sorteadas e da vogal, cada um criará um nome para batizar o planeta. Registrar o nome do planeta e localizá-lo no espaço mágico. Tendo em vista a cor, a localização e o nome, atribuir-lhe cinco características. Na segunda etapa de criação, falar sobre:  a origem do novo planeta;  o papel que desempenha no mundo;  seu relacionamento com os astros a sua volta;  a mensagem que gostaria de transmitir. 9- Jogo das cores. Material: folhas de papel, lápis preto e de cor e caixa de papel para colocar as perguntas. O professor coloca numa caixa várias perguntas cujas respostas deverão ser dadas pelos alunos através da escolha de uma cor. Exemplo: Qual é a cor do amor? E da alegria, da felicidade, da paz, da sabedoria, da pureza, da satisfação, da calma, da paciência? Justifique sua resposta. O aluno escolherá um sentimento e escreverá seu nome na cor que, em sua opinião mais combina com o sentimento escolhido. Exemplo: AMOR: azul Com cada umas das letras do termo escolhido, o aluno escreverá outras palavras, relacionadas pelo sentido: Amizade Meiguice Orgulho Riso Ilustrar a palavra, fazendo um desenho com a cor escolhida. O professor poderá fixar os desenhos agrupados por cor no mural, formando assim um arco-íris. Os desenhos poderão, também ser utilizados como ilustração de um livro de “criação coletiva”. Observação: Tendo em mãos estas sugestões o professor pode trabalhar ortografia de forma agradável, satisfatória e interdisciplinar, buscando inserir em suas aulas atividades de matemática, história, geografia, etc, e os alunos terão consciência de seu aprendizado. Basta portanto, usar da criatividade e da vontade de ver seu aluno escrevendo corretamente

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